Próstata

A próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino que tem a função de produzir parte do líquido que compõe o sêmen, responsável por transportar os espermatozoides. Ela fica localizada na região da pelve, logo abaixo da bexiga e à frente do reto. A uretra, canal por onde a urina sai da bexiga, passa pelo interior da próstata trecho conhecido como uretra prostática. Na extremidade inferior da próstata existe um “anel” muscular fundamental para o controle da urina, chamado esfíncter urinário. Esse músculo envolve a uretra e é responsável pela continência urinária, devendo ser cuidadosamente preservado em cirurgias realizadas para o tratamento do câncer de próstata.

O Câncer de Próstata

O câncer de próstata ocorre quando as células da próstata passam a se multiplicar deforma desordenada, podendo permanecer localizada por longos períodos ou se
espalhar para outras partes do corpo se não for diagnosticada precocemente.

No Brasil, é o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens, quando excluídos os tumores de pele não melanoma. Em valores absolutos, é também um dos cânceres mais frequentes no mundo.

Para o triênio 2026-2028, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima cerca de 77.920 casos novos por ano no Brasil, com um risco estimado de aproximadamente 74,6 casos novos a cada 100 mil homens. O câncer de próstata continua sendo uma das principais preocupações de saúde masculina devido à sua
frequência e impacto.

Métodos de Diagnóstico

Nas fases iniciais, o câncer de próstata geralmente não causa sintomas, tornando-se perceptível apenas em estágios mais avançados. Por isso, a realização de exames preventivos é fundamental, pois ainda é a forma mais eficaz de identificar a doença quando as chances de cura são maiores. A avaliação começa com a consulta ao urologista, que define os exames mais indicados para cada caso. Essa rotina deve ter início aos 50 anos ou, para homens negros ou com histórico familiar de câncer de próstata, a partir dos 45 anos.

Sintomas

Ao longo da vida, a próstata costuma apresentar um crescimento benigno, que se torna mais frequente após os 50 anos. Quando esse aumento comprime o canal da urina (uretra), podem surgir sintomas como dificuldade para iniciar a micção, jato urinário fraco, sensação de esvaziamento incompleto da bexiga, aumento da frequência urinária, especialmente à noite, e urgência para urinar. Esses sintomas são comuns em doenças benignas da próstata e, isoladamente, não indicam necessariamente a presença de câncer.

PSA

PSA é a sigla para antígeno prostático específico, uma substância produzida pela próstata e liberada no sêmen.

Exame Retal

Este exame permite a avaliação da próstata por meio do toque, já que a glândula está localizada em uma região de fácil acesso pelo reto.

Ressonância Magnética Multiparamétrica da Próstata

A ressonância magnética é um exame de imagem importante para a detecção precoce do câncer de próstata.

Hiperplasia Prostática Benigna (HPB)

A hiperplasia prostática benigna é a causa mais frequente desses sintomas urinários em homens adultos e ocorre em até 30% dos indivíduos acima dos 65 anos de idade.

Outros Métodos De Diagnósticos

Além dos exames já descritos, avanços na imagem, na biologia molecular e na genética ampliaram as possibilidades de diagnóstico

Biopsia De Próstata

A biópsia é a forma mais segura de obter o diagnóstico definitivo da doença. O procedimento consiste na coleta de pequenos fragmentos da próstata

PET PSMA e Ressonância De Corpo Inteiro

Nos casos de doenças mais agressivas, consideradas de alto risco, e até mesmo algumas de risco intermediário, o médico pode julgar necessário o uso de exames para detectar se a doença está limitada à próstata ou se já acomete outros órgãos.
Nesse caso, alguns exames indicados são o PET de PSMA e a ressonância do corpo inteiro. Entretanto, esses exames, devem ser muito bem indicados e interpretados para que a decisão terapêutica seja acertada.

Ultrassonografia

A ultrassonografia é o exame de imagem mais utilizado para a avaliação da hiperplasia prostática benigna (HPB).
A partir desse exame, o médico pode extrair informações como o tamanho e a forma da próstata, a espessura da parede da bexiga (para saber se ela está muito musculosa, o que seria um sinal indireto de esforço mantido para urinar), o resíduo de urina que fica na bexiga após o paciente urinar e, até mesmo, se há alguma lesão sugestiva de câncer, divertículos ou cálculos na bexiga.
Essas informações são de suma importância para que o urologista possa decidir qual o tratamento mais adequado ao seu caso.

Entendendo a Biópsia

Quando o paciente recebe um laudo de biópsia de próstata, frequentemente surgem dúvidas centrais.
Estou com câncer?
O que é o escore Gleason ou a classificação ISUP?
O tipo mais comum de câncer de próstata é o adenocarcinoma. Assim, quando esse termo aparece no resultado da biópsia, significa que foi identificado o tipo histológico mais frequente da doença. O exame também informa a extensão do tumor nos fragmentos analisados e no conjunto da amostra, oferecendo ao médico uma estimativa do volume da doença. Além disso, a biópsia pode indicar a localização do tumor dentro da próstata e se há características de variantes histológicas mais agressivas.

Outro dado importante descrito no resultado é o escore de Gleason ou a classificação ISUP, sistemas utilizados para avaliar o grau de agressividade do tumor com base na aparência das células ao microscópio. De forma geral, quanto maior a pontuação ou o grupo ISUP, maior tende a ser o potencial de crescimento e disseminação da doença.

Ao analisar a biópsia, o patologista avalia o quanto as células do tumor se assemelham às células normais da próstata e, com base nisso, atribui uma classificação. Notas mais baixas indicam células mais parecidas com o tecido normal, geralmente associadas a tumores menos agressivos. Já notas mais altas correspondem a células mais indiferenciadas, isto é, mais diferentes do tecido saudável e com maior potencial de agressividade.

Atualmente, o câncer de próstata é classificado em grupos ISUP de 1 a 5, sendo o grupo 1 considerado o menos agressivo e o grupo 5 o mais agressivo. Essa classificação é fundamental para auxiliar na definição da estratégia de tratamento mais adequada para cada paciente.
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PSA

PSA é uma sigla para o antígeno prostático específico, que é uma molécula produzida e secretada pela próstata para liquefazer o sêmen. Nos casos de câncer de próstata, os níveis detectados no sangue de PSA se elevam. Entretanto, é importante ter em mente que o psa pode se elevar por outras condições que não são relacionadas ao câncer de próstata como por exemplo inflamações, cirurgias, traumas entre outros, por isso a avaliação do médico é tão importante. Há subtipos e refinamentos do psa que podem ajudar a decidir o melhor caminho.

Exame Retal

Este exame permite a avaliação da próstata por meio do toque, já que a glândula está localizada em uma região de fácil acesso pelo reto. Durante o exame, o médico pode identificar alterações como assimetrias ou áreas endurecidas, que podem ser sugestivas de tumor e indicar a necessidade de investigação adicional.

RESSONÂNCIA MAGNÉTICA MULTIPARAMÉTRICA DA PRÓSTATA

A ressonância magnética é um exame de imagem importante para a detecção precoce do câncer de próstata. Em conjunto com o PSA, auxilia de forma significativa na decisão sobre a necessidade de realizar uma biópsia. O exame apresenta boa acurácia na identificação de cânceres de próstata clinicamente significativos e também é uma ferramenta valiosa para o planejamento de uma eventual cirurgia. Sempre que possível, o ideal é que a ressonância magnética seja realizada antes da biópsia.

HIPERPLASIA PROSTÁTICA BENIGNA (HPB)

A hiperplasia prostática benigna é a causa mais frequente desses sintomas urinários em homens adultos e ocorre em até 30% dos indivíduos acima dos 65 anos de idade. Os casos são passíveis de tratamento clínico, por meio de medicamentos ou cirurgia, ambos com elevado índice de sucesso. Para diferenciar a hiperplasia prostática benigna do câncer de próstata, é fundamental realizar uma avaliação médica adequada, com exames específicos que permitam um diagnóstico preciso.

OUTROS MÉTODOS DE DIAGNÓSTICO

Além dos exames já descritos, avanços na imagem, na biologia molecular e na genética ampliaram as possibilidades de diagnóstico, como testes genéticos, biomarcadores urinários e sanguíneos, além de análises moleculares do tecido prostático. Esses métodos auxiliam na avaliação do risco e na definição do tratamento mais adequado para cada paciente, tornando o cuidado cada vez mais personalizado.

BIÓPSIA
DE PRÓSTATA

A biópsia é a forma mais segura de obter o diagnóstico definitivo da doença. O procedimento consiste na coleta de pequenos fragmentos da próstata, que podem ser obtidos de forma aleatória ou guiada por imagens de ressonância magnética, para análise ao microscópio por um médico patologista. A coleta pode ser realizada pelo reto (via transretal) ou pelo períneo (via transperineal) e, em geral, trata-se de um procedimento simples, que não exige internação hospitalar.